Tuesday, May 16, 2006

O Best-Seller de Dan Brown

O Código da Vinci, uma das mais celebradas obras literárias de 2005, narra a história de uma sinistra conspiração para revelar o segredo mantido durante séculos por uma sociedade secreta. Tudo tem início com a morte do respeitado curador Jacques Saunière, dentro do Museu do Louvre, em Paris. Saunière é membro do Priorado de Sião, fraternidade que já teve membros ilustres como Leonardo da Vinci e Victor Hugo.

Ao longo do livro, mensagens precisam ser decifradas, códigos desvendados para se chegar ao segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Os responsáveis por esta tarefa são a criptógrafa Sophie Neveu, neta do curador, e o simbologista Robert Langdon. O casal de mocinhos passa a história inteira correndo um passo à frente dos investigadores.

As belezas da França, obras de arte e a história da Igreja Católica são reunidas em uma narrativa de linguagem simples, capaz de envolver os mais diversos tipos de leitores. Talvez esteja aí a razão de tantas semanas no topo das listas de best-sellers de todo o mundo.

O Código Da Vinci promove turismo
Virou moda na Europa visitar os lugares citados no livro de Dan Brown. Algumas agências oferecem passeios no Louvre e em outros locais descritos em O Código Da Vinci por 110 euros (cerca de R$ 400). O percurso turístico-literário se inicia normalmente na ala Dénon do museu do Louvre, onde está o quadro da Mona Lisa, pintado pelo italiano Leonardo da Vinci no início do século 16. Até mesmo os parisienses que já haviam visto o quadro retornam ao Louvre para observá-lo de perto e verificar as informações contidas no livro

Segundo Paul Charles, diretor de comunicação da Eurostar, o livro promoveu o chamado “efeito Código Da Vinci”. As pessoas passaram a ter maior interesse em visitar os locais citados na história de Dan Brown. O grupo dirigido por Charles gerencia o trem de alta velocidade que une França e Bélgica ao Reino Unido, muito usado pelos turistas sob tal “efeito”.

Sobre o autor


Dan Brown é casado com a pintora e historiadora de arte Blythe, que colabora para as pesquisas de seus livros. Ele mora em New England, nos Estados Unidos. No início de 2004, todos os seus quatro livros - O Código Da Vinci, Anjos e Demônios, Digital Fortress e Deception Point - estiveram ao mesmo tempo na lista de mais vendidos do The New York Times.

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Tuesday, April 25, 2006

Invasão da Interatividade

A sociedade pós-realidade virtual é, indiscutivelmente, outra. Leitor e escritor são capazes de integrar-se de forma semelhante ao que acontece com os textos, que interligam-se criando conexões e tornando-se reservas de informações. Pierre Lévy e Steven Johnson, em suas respectivas obras, O que é virtual? e Cultura da Interface, abordam a questão do texto virtual, analisando a evolução tecnológica a que está relacionado e as possibilidades futuras.

Conforme aponta Lévy, a partir de uma análise paralela entre o corpo humano e o texto, ambos fazem parte de um contexto maior: hipercorpo ou hipertexto. A virtualização, que permite com que sangue, órgãos, ossos sejam compartilhados, no texto reflete-se nas possíveis ligações entre o que os mais diferentes escritores/leitores põem na rede. Tudo pode ser compartilhado e, mais do que isso, reescrito. Não existe mais um único autor. A partir do momento em que o texto é digitalizado ele é também desterritorializado, passa a fazer parte do que Lévy chama de um grande hipertexto, que cresce e se modifica constantemente.

Johnson atenta para as tarefas que são facilitadas pelo computador, desde as mais simples como a agilidade na escrita, até outras que parecem extremamente complexas e, por que não, impensáveis, antes de conhecê-las, como a identificação do autor de determinado texto. Tal tarefa, investigada pelo professor Don Foster, mostrou ser possível que o computador identifique diferenças entre documentos, embora isso não signifique compreendê-los em sentido literal. O que ele faz é descrever a distinção numérica entre um texto e outro.

Assim como a investigação relatada por Johnson, que se mostra possível e inacreditavelmente simples, a virtualização do texto permite, ainda, outras inúmeras possibilidades. O hipertexto é um território a ser desbravado e nada impede que a evolução tecnológica, cada vez mais sofisticada e precisa, assuma controle sobre a organização de nossos dados, efetuando julgamentos que hoje cabem somente a seres humanos.

Tuesday, April 18, 2006

Projeto Digital

Grupo: Ana, Moreno, Vanessa Fernandes
Tema: Cinema

Tuesday, March 28, 2006

Análise de cobertura dos sites IG, Folha Online, Globo e Terra das eleições de Israel

IG - Não fala em decisão, apenas cita o Kadima, partido de Ariel Sharon, como favorito, ressaltando seu crescimento. A manchete é apresentada do lado esquerdo com fonte grande, diferenciada das demais, sem nenhum recurso multimídia na capa. Dentro da matéria apresenta links para fotos, vídeo e assinatura do jornalista.

Folha - Dá mais ênfase a provável vitória do Kadima, embasada em pesquisas de boca-de-urna. Linka para a questão da segurança durante o pleito. Refere-se ao temor das autoridades em relação a uma possível fraude eleitoral. Na capa da Folha Online a manchete é centralizada, também em fonte grande, linha de apoio e três links para retrancas. A matéria apresenta apenas intertítulo e dois links para retrancas, sem recursos audiovisuais. È o primeiro a publicar a notícia, às 17h 11min.

Globo – Baseia-se nas pesquisas de boca-de-urna, divulgadas logo após o término da votação. Já fala dos prováveis aliados do novo governo. Fala na segurança como positiva, sem registro de mortes. No site da Globo a manchete está com fonte grande e é o único a apresentar recursos multimídias (fotos e áudio) e seis links para retrancas. A matéria não tem nenhum recurso.

Terra – Já se refere ao Kadima como o partido vencedor, inclusive com foto de militante comemorando. Destaque para a questão da segurança sob forma de link no meio da matéria, ressaltando três mortos. Apresenta em sua capa apenas a manchete em cor diferenciada das demais chamadas de capa e linha de apoio. Foi o único site a incluir foto em sua matéria além do link de retranca.

Com exceção do IG, os demais sites falam do baixo índice de comparecimento da população às urnas. Em comum, todos informam o horário da publicação e apresentam textos extensos.

WAP a internet do futuro

Foi-se o tempo em que o celular servia apenas para receber e fazer chamadas. Hoje, até os modelos mais simples possuem outras diversas funções. Para aqueles que podem pagar um pouco mais as vantagens são inúmeras. O WAP (Wireless Application Protocol, em português Protocolo para Aplicações sem Fio) é o maior exemplo disso. Foi desenvolvido para que se tenha acesso a web através de um telefone móvel. A linguagem adotada é parecida com o HTML (a linguagem utilizada na criação de páginas na Internet) e permite envio de grandes quantidades de texto, além de imagens. Para receber todas essas informações, os celulares WAP também costumam ter telas maiores. Esse sistema supera o SMS (Short Messaging Service), que permite o envio de pequenas quantidades de texto, de até 160 caracteres, para os telefones celulares digitais.

Inúmeros sites já adaptaram seu conteúdo a essa linguagem, o UOL, por exemplo, disponibiliza aos usuários, entre outras coisas, o I-Ching, um livro milenar de filosofia chinesa e também um oráculo a que se pode fazer perguntas que são respondidas pelo celular. Adeptos da astrologia também contam com previsões e orientações diárias para seu signo via telefone, feitas por um astrólogo. A Folha de São Paulo foi uma das pioneiras no país a se adaptar ao sistema WAP. Além de disponibilizar notícias e cadernos específicos para esse modo de acesso, também oferece a condição dos principais aeroportos do país, das estradas, trânsito em São Paulo e temperatura, com várias atualizações durante o dia, principalmente nos horários de pico. O Wap permite ainda acesso a chats (salas de bate papo virtuais) em que se pode conversar com cerca de 15 pessoas.

O custo, geralmente, é o mesmo de uma ligação local.

Foto no celular: mais do que diversão

Em julho de 2005 Londres era palco de atentados terroristas. Meios de comunicação do mundo inteiro estavam atrás das imagens desses ataques. Com um telefone celular na mão, populares assumiam o papel de repórteres fotográficos. A tecnologia nos telefones móveis já havia conquistado seu espaço.

Embora, na grande maioria dos casos, a qualidade ainda não seja comparável a das sofisticadas câmeras digitais, estes aparelhos vêm evoluindo depressa. São pouco mais de trinta anos desde o seu surgimento, em 1973.

A exemplo das agências internacionais, como a Scoopt que recebe fotos de pessoas cadastradas e as envia aos meios de comunicação (como no caso do atentado à capital inglesa), dividindo pela metade os lucros com o fotógrafo, a imprensa brasileira entra em um processo semelhante. O jornal O Estado de São Paulo é um dos veículos que divulga interesse em adquirir fotos tiradas por populares. Em seu site (www.estadao.com.br) traz todas as informações para quem quiser tornar-se um “repórter fotográfico” utilizando apenas um telefone móvel. O clicRBS também promove ações para que o público em geral envie fotos de eventos, shows e jogos, por exemplo, para a sua redação.

Para quem ainda não está convencido chega ao mercado o GSM N90, da Nokia, com 2 megapixels e zoom digital de 20 x, é o primeiro com lente Carl Zeiss, tradicional na fotografia. E não é só isso, o N90 possui teclado amplo e ainda vira uma filmadora, no formato MPEG 4 que equivale a de uma câmera VHS, tem zoom digital de 8x, 31 MB de memória interna e slot para cartões de memória RS-MMC - um de 64 MB é incluído. E essas são só algumas das suas funções. O preço, R$ 2.799 não é muito convidativo. Seu tamanho é grande, 11,2 cm de altura, 5,1 cm de largura e 2,4 cm de espessura. Pesa 173 gramas.

Resta saber se os telefones com câmeras embutidas podem mesmo se transformar nos instrumentos de trabalho de um futuro não muito distante.

Monday, March 13, 2006

Meus amigos
(Fernando Pessoa)


Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem brilho questionador e
tonalidade inquietante.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero a resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.

Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas
injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de
aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para
que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem sou, pois vendo-os loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade
é uma ilusão imbecil e estéril.

Tuesday, March 07, 2006

ERRA UMA VEZ

nunca cometo o mesmo erro duas vezes
já cometo duas três quatro cinco seis
até esse erro aprender que só o erro tem vez
Paulo Leminski
OIIIIIIIIII! Blog no ar!Aguardem...hehehehehe